JAMAIS
Jamais pertencerei a alguém, pois conheci o frio do inverno. Minhas lágrimas misturadas a lamentos e juras de um amor eterno. Jamais pertencerei a alguém, pois não acredito mais em promessas. Meus soluços levados pelos ventos e juras de um amor às avessas. Jamais pertencerei a alguém pois as poesias e canções mentem. Meus sonhos se desfizeram e juras de um amor que não convencem. Jamais pertencerei a alguém pois não sou nenhum objeto. Meus desejos e devaneios e juras de um amor secreto. Jamais pertencerei a alguém pois só pertenço a mim mesmo. Meu corpo e minha mente e juras de um amor permanente. Jamais pertencerei a alguém pois não quero explicações. Em silêncio observo e juras de um amor sem pretensões. Jamais pertencerei a alguém pois não serei de ninguém. Nunca há sentimento verdadeiro e juras de um amor que convém. Jamais pertencerei a alguém! Jamais! Autor: Wandermilton Souza Corrêa